Lembrei da minha primeira aula de Tango. Lembrei que chorei de desespero. De verdade. Cheguei em casa aos prantos.
Chorei na primeira, na segunda e na terceira aulas. Na quarta aula, eu decidi que aquela dança não era pra mim e que eu nunca conseguiria fazer “aquelas coisas” com as pernas. Fui à secretaria da escola e avisei que eu sairia da turma. “Lu, não desista. Tango é difícil, sim, mas você consegue”, foi o que me disseram.
E continuei. Meio mal humorada e me sentindo uma pata, confesso, mas insisti.
Hoje eu só tenho a agradecer por não ter desistido. Estou longe longe de dançar como eu sonho (bem longe), mas, assistindo aos vídeos que gravei desde que comecei a dançar, vi o quanto eu evoluí em pouco tempo. Tudo mudou: minha postura, a precisão dos movimentos, a confiança no cavalheiro, meu equilíbrio e, principalmente, meu corpo. Hoje eu fiquei olhando para as minha panturrilhas e já posso dizer com toda a certeza: o Tango modela as pernas. Olha só! Hahaha. Afinal, não faço nenhum outro exercício físico (bom, aí é óbvio que o meu peso continua o mesmo – mas não faço dança pra emagrecer, não – faço porque amo).
Mas sabe o que é mais legal de tudo isso? É entrar cansada, estressada ou de TPM em uma sala de aula de dança e sair com um sorriso de orelha a orelha. A dança faz um bem absurdo para a alma. Parece que eu deixo todo o peso do dia a dia nos primeiros passos e saio de lá leve, leve… ♥
E vou contar um segredinho: o Tango tem ajudado um bocado na minha auto estima.
Nunca mais vou deixar de dançar. Nunca mais! Prometo agora.

Obrigada à Prescila Peres Rodrigues Lima, por não me deixar desistir; à Katia Rodrigues, por dar o start nessa minha paixão (ai, como dança lindo!); ao Duda Lima por ensinar como o verdadeiro mestre da dança que ele é; à Lucimara Lima, por me deixar babando de vontade de querer dançar tão bem quanto ela; e obrigada à Beth Castilho por me incentivar a voltar quando eu havia parado por bobagem.
Pessoas especiais essas. ♥









